Idade:25
Onde Moro: Osasco-SP
Gosto de: Música (principalmente Evanescence), viajar, esportes radicais, da minha família e dos meus amigos


Histórico:
- 30/12/2007 a 05/01/2008
- 02/12/2007 a 08/12/2007
- 25/11/2007 a 01/12/2007
- 11/11/2007 a 17/11/2007
- 04/11/2007 a 10/11/2007
- 28/10/2007 a 03/11/2007
- 21/10/2007 a 27/10/2007
- 14/10/2007 a 20/10/2007
- 07/10/2007 a 13/10/2007
- 30/09/2007 a 06/10/2007
- 23/09/2007 a 29/09/2007
- 16/09/2007 a 22/09/2007
- 09/09/2007 a 15/09/2007
- 26/08/2007 a 01/09/2007
- 19/08/2007 a 25/08/2007
- 12/08/2007 a 18/08/2007
- 05/08/2007 a 11/08/2007
- 29/07/2007 a 04/08/2007
- 22/07/2007 a 28/07/2007
- 15/07/2007 a 21/07/2007
- 08/07/2007 a 14/07/2007
- 01/07/2007 a 07/07/2007
- 24/06/2007 a 30/06/2007
- 17/06/2007 a 23/06/2007
- 10/06/2007 a 16/06/2007
- 03/06/2007 a 09/06/2007
- 27/05/2007 a 02/06/2007
- 20/05/2007 a 26/05/2007
- 13/05/2007 a 19/05/2007
- 06/05/2007 a 12/05/2007
- 29/04/2007 a 05/05/2007
- 22/04/2007 a 28/04/2007
- 15/04/2007 a 21/04/2007
- 08/04/2007 a 14/04/2007
- 01/04/2007 a 07/04/2007
- 25/03/2007 a 31/03/2007
- 18/03/2007 a 24/03/2007
- 11/03/2007 a 17/03/2007
- 04/03/2007 a 10/03/2007
- 25/02/2007 a 03/03/2007
- 04/02/2007 a 10/02/2007
- 21/01/2007 a 27/01/2007
- 14/01/2007 a 20/01/2007
- 07/01/2007 a 13/01/2007
- 31/12/2006 a 06/01/2007
- 24/12/2006 a 30/12/2006
- 17/12/2006 a 23/12/2006
- 10/12/2006 a 16/12/2006



Outros sites:
- Charges.com
- Eu no Orkut
- Luciano Pires
- My Fotoblog
- Liliane Prata
- Cantinho dos Sonhos
- Tudo para Blogs



Votação:
- Dê uma nota para meu blog


Indique esse Blog







3 em 1

Certo dia a N. pediu pra tirar umas fotos de uma empregada pelo IM da empresa. Mas quando a S. resolve participar da conversa o tema sai da fotografia e vai parar em matemática...

Y. diz: vou tirar a foto

N. diz: nao tirou ainda?

Y. diz: já tirei sim!!

N. diz: mande-me

NOW

rrrrsrsrrsrsrsr

Y. diz: ele não faz nada direito

vou começar a cobrar por foto tirada

N. diz:eita?

qm nao faz nda direito?

Y. diz: o y.

eu

N. diz: não mesmo!

Y. diz: eu faço!

N. diz: o y. nao faz nda certo

a S. faz

Y. diz: direito, esquerdo, adm, psi

isso mesmo, ele é bobo

boba

N. diz: parem os 2

vcs me confundem

Y. diz: confude pq?

é! pq?

N. diz: pq sim ué

vcs são 2 em 1

confunde qq mente

Y. diz: opa!!! ninguém aqui é 2 em 1 ñ

eu sou 1

e eu sou 1

1+1=2

+1 vc = 3

entendeu?

somos 3

ñ 1

N. diz: mais se considerarmos

q a S. é 1

e o Y. é 1

temos 2

e n 3

e nem 1

2

Y. diz: e vc?

N. diz: usando umunico pandion

e eu sou 1 em 1

Y. diz: Y. + S. + N. = 3

N. diz: 1 pessoa

para 1 pandion

eu =1

Y. + S.=1 pandion

Y. diz: mas são 3 na mesma conversa

3

N. diz: chega

tá saindo fumaça aqui

Y. diz: Y. + S. + N. = YSN

N. diz: :-/



-
Postado por: Y. Camargo às 21h58
[ ] [ envie esta mensagem ]


 
 


Quatro Casamentos e Nenhum Funeral...

No último sábado minha querida amiga Cris, uma pessoa muito especial em minha vida, se casou. São quase 9 anos de amizade e eu, mesmo não gostando muito da idéia de ser padrinho, não podia recusar o convite para testemunar este importante momento da vida dela.

Eu tinha até pensado em escrever sobre o quanto não gosto de casamentos e que espero não mais participar destas cerimônias nem como padrinho nem como noivo, mas resolvi que o melhor seria publicar um texto em homenagem à minha querida amiga. O texto abaixo não é meu, mas de uma pessoa que admiro muito e que com seus textos me ajudou muito num momento muito delicado da minha vida.

Cris e Thiago, desejo à vocês uma ótima vida juntos, com muita paz, amor e felicidade.

DAS RELAÇÕES CONJUGAIS ou, do amor
do Mestre J. Pietro B. Nardella Dellova

Que belos são os teus amores, esposa minha...
mel e leite estão debaixo da tua língua...
o teu umbigo é como uma taça redonda na qual não falta vinho...
beije-me ele com os beijos da sua boca...
eu sou do meu amado e o meu amado é meu...
Shir Harishim (Cantares de Sh'lomo)

É preciso avançar. Descobrir algo mais que a futilidade dos dias e a superficialidade dos casamentos, sobremodo as relações de homem e mulher. Superando os obstáculos cotidianos, é possível entender que esta relação é, ou na verdade, deveria ser, um encontro. Encontro de humanos que constróem um diálogo: humanizam. O encontro estabelece, vez por todas, a perfeição, em que emissor/receptor se confundem, se plenificam e se compreendem, num processo único e intenso de mensagem/resposta, por códigos verbais/não verbais. Principalmente, não verbais, pois que outro código é necessário, quando naturalmente as pupilas dos olhos e os lábios da boca dilatam-se, numa demonstração convidativa? É como ouvir, olhando estas pupilas e estes lábios: “entre, ilumine e acomode-se na intimidade da minha casa”.

Por que portas se pode entrar? Por todas as que a natureza deu aos seres humanos: pois eles se vêem, eles se ouvem, eles se cheiram, eles se beijam e, finalmente, eles se tocam num toque suave e inconfundível. E não se despreze nenhuma destas portas sob pena de morte, porque cada uma, e todas elas, conduzem à intimidade, ao mais profundo, ao centro da pessoa amada, enfim, ao que ela é –ninguém sabe quem ela é, senão quem ama, entra e ilumina. A isto os judeus chamam bênção de D’us, plena de substância que é, a um só tempo, entranhavelmente bom, muito bom, e universalmente maravilhoso.

Não é sem motivo que o vinho seja a expressão deste encontro (ninguém em sã consciência bebe do vinho sozinho). Vinho é bebida para dois que se encontram e tornam-se um, transformando suas bocas e seus umbigos em cálices: pois é na boca e no umbigo que se derrama do vinho e dele se bebe. O vinho que é, o vermelho da sua cor, o perfume da sua essência, o sabor das suas uvas, o toque que enche a boca e o brinde dos corpos que se abençoam. Quem for apressado, infeliz e ébrio, beba aguardente, conhaque, cerveja e outros venenos, mas, no umbigo e na boca dos que se amam apenas vinho e, na casa íntima, somente os que portam a luz e a poesia: a chave!

Porque eles, os que se amam, não são o balcão de um boteco, onde os insípidos, os trêmulos e os egocêntricos buscam ouvidos para as suas mágoas e um copo qualquer em que possam afogá-las. Os que se amam são a mesa aparelhada e posta, na qual dedicam seus ouvidos (e seu íntimo) e oferecem suas mãos, para com elas, abençoarem o encontro, e somente com elas, partirem o pão e, embebendo-o no vinho, o depositarem na boca do ser amado.

É um processo de vida, no qual cada raiz será recoberta com boa terra, e cada boa terra ungida com água fresca e, a alegria indizível e inegociável, é ver as flores se abrindo às borboletas e às abelhas e, o fruto, tomando forma e cor, substância e paladar, oferecendo-se a todos os sentidos: às mãos, à boca, aos olhos, ao nariz e ao ouvido, ligados por alma, espírito e corpo: pelo amor. Em que cada poro não é desconhecido, nenhuma mudança de cor ou temperatura passa despercebida, e o pulsar do peito se converte em notas ao ouvido do músico-poeta, e somente ele as ouve e as pinta na partitura.

É a harmonia: o humano se respeita e se reconhece gente apenas. A presença de um e de outro é não menos que um acontecimento vivificador : e ao menor sinal de aproximação a menor parte do corpo estremece, se robustece e se agiganta e a alma se abre como um manto, que se faz céu, que se faz universo sem medida e sem fim. E nada perturba, nada incomoda, nada se interpõe, nada falta. Tudo é belo: tudo é estado de graça!

É, então, o amor de entrega, a comunhão, a ternura, a leveza da alma e do corpo, o convite, o pão e o vinho, o caso, a leitura de Vinícius e Sh’lomo, o beijo íntimo e demorado, a lua e pilhas de estrelas que se contam calmamente, o verde da serra, a brisa do mar azul, a audição de J. S. Bach, o caffè, o respirar, o peito e a alegria das águas que saltam de fontes.

E se não for assim, exatamente assim, é, então, o estupro tolerado, a conveniência, a tortura, a morte da alma e do corpo, a violação, o churrasco e a cerveja, o descaso, a novela, a fita pornô e pilhas de filmes da promoção, a fila sebosa e interminável para o litoral, a areia nos cabelos, a discussão de contas, o shopping center, o ronco, as costas e o peso dos rios que se arrastam. 

(publicado no Campinas Café)
postato no Cafe Torah em 5 Kilslev 5766

© Ms. J. Pietro B. Nardella Dellova, 43, Mestre em Direito pela USP (A Crise Sacrificial do Direito: um estudo de René Girard, Martin Buber e Yeshua). Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP (A Palavra Como Construção do Sagrado: um estudo da Poesia em Heidegger e Osman Lins). Pós-graduado em Direito Civil (Os Direitos da Personalidade). Pós-graduado em Literatura Brasileira (A Palavra Multifacetada: do grau zero e outros graus da palavra). Formado em Filosofia e em Direito. Poeta e Membro da União Brasileira de Escritores - UBE. Autor dos livros: AMO, NO PEITO e ADSUM. Ex-membro da Comissão de Bioética e Biodireito da OAB/SP. Darsham (predicatore) e Mestre da Sinagoga Sêh HaElohim (originada da Sinagoga Scuola (Beit HaMidrash), Lazio, Itália). Membro ativo da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação dos Advogados de São Paulo. Consultor e Palestrista. Professor de Direito Civil, Ética e Filosofia do Direito em São Paulo. Coordenador dos Cursos de Direito da Faculdade de Jaguariúna e da Faculdade Policamp, em SP.



-
Postado por: Y. Camargo às 20h56
[ ] [ envie esta mensagem ]