


![]()
![]() |
Ah! Segunda-feira... ressaca do fim de semana. Quando olhamos pelo retrovisor da vida e vemos o que ficou, o que partiu, e que agora só ficou no pensamento. A nostalgia das besteiras que fizemos ontem.
Nível de chocolatria: Normal. Com sono, cansado, sem fome e com saudades. Saudades da pedra mais alta, saudades dos raros, dos momentos, das bobagens, da alegria, de estar tudo numa coisa só. Lembranças boas de cada camada d’água, festa rara com os raros. Saudade rara, das horas que passam sem parecer passar, afinal, de cima da pedra não se fala em horário. Saudade, rara. Da felicidade, do que é ser especial, de um ser especial. Tem saudade e saudação... tem uma parte que não tinha, mas que eu espero que fique, uma parte que me deixou ainda mais feliz.

Que o teu afeto me afetou é fato, agora faça-me o favor...
Ah! Segunda-feira, ora de reorganizar a vida, de tomar decisões, de ver o rombo do final de semana, afinal, são ingressos, maquiagens, cuscuz, alegria, transporte, camisetas, tudo quanto pode parecer não ter preço, mas tudo com seu custo. Todo talento traduzido em cédula. Acordes em oferta, cordel em promoção, a prosa presa em papel de bala, música rara em liquidação.
Mas há 8 semanas, meus balanços dos fins de semana sempre são positivos, custe o que custar. A cada fim de semana eu sinto que me torno um tanto bem maior. A cada nova amizade, algumas tão especiais que é como se fossemos amigos há anos, no exato momento em que nos encontramos. A cada novo lugar que conheço, coisas novas que descubro, e das surpresas que jamais poderia esperar. Cada semana melhor que anterior, mas pior que a posterior.
Quero teu sonho visível da pedra mais alta, quero gotas pequenas molhando a pedra mais alta, quero a música rara, o som doce e choroso da flauta. Quero você inteira e minha metade de volta. Quando juntarmos... você comigo... cordão umbilical e umbigo, a gente vai ser só um. E até lá, eu não vou caminhar mais sozinho, o distante será meu vizinho, e o tempo será a hora que eu quiser.
Dia de se jogar da pedra mais alta, e mais um dia do prato chegou. Nem me lembro o que foi diferente, mas assim como veio acabou, e quando penso em você, eu choro café e você chora leite. Sinto tua ausência fazendo silencio em todo lugar. Como arroz e feijão, a perfeita combinação, soma de duas metades.
Deste fim de semana em diante serei o que sou no instante agora... e hoje eu quero mais do que de costume, me refazer no perfume, despetalar meu ciúme, me distrair, me diz. Por que sou a mistura de caos e jardim. Minha vida, minha verdade, meu mundo inteiro... que é tão fácil de enxergar. Metade de mim agora é assim, de um lado a poesia, o verbo, a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar ao fim.
Não ter festa dá a impressão de que o mundo ficou sério, e as dores de uma nova semana que se inicia não negam, mas eu não consigo parar. Não há medo que possa enfrentar, nem segredo que possa contar enquanto é tão cedo. Mas será que a sorte virá num realejo, trazendo o pão da manhã, a faca e o queijo, ou talvez num beijo teu que me empreste alegria. Vejo a ponte que levará ao que desejo, admiro o que lindo e o que há de ser... você. E as dores, todo sono, todo cansaço é então transpassado pelo saber que valeu a pena. Cada instante e cada minuto, cada viagem... da Paulista à 25, da Consolação à Oz, Oz-Jaçanã, Jaçanã-Guarulhos, Guarulhos-Oz-Oz Guarulhos. Cada olhar trocado entre raros, por segundos ou por horas, cada hora não dormida, não descansada e não comida. Toda dor e mal estar não demonstrados em pleno Teatro Mágico. Alegriado tudo superei, suportei, me reavivei, e agora, só enquanto eu respirar vou me lembrar de você... os dispostos se atraem. Enquanto houver você do outro lado aqui do outro eu consigo me orientar.
Ah! Segunda-feira. Esta é a visão do meu fim de semana, de uma forma diferente, com saudade, com alegria, num post diferente, onde eu disse o que pensava e o que quis, sem me importar o quanto faria sentido. Expressão de sentimentos sem medo de errar, e posso até falar errado, mas falo o que eu quiser. Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz.
E o fim, é belo, incerto, depende de como você, o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só. Viva a tua maneira, não perca a estribeira, saiba do teu valor... e amanheça brilhando mais forte que a estrela do norte que a noite entregou.
Só isso que eu tenho pra falar...