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Matriz de São João Batista. Erguida pelos jesuítas em 1577, a construção foi restaurada em 1769. Nela, há uma imagem de São João Batista, esculpida em madeira policromada e ornamentada com um esplendor de prata.
Monumento da praça Martim Afonso, no centro de Cananéia. Segundo estudos, estes canhões faziam parte de uma fortificação que foi reivindicada para proteger a cidade contra as investidas dos piratas que, durante os séculos XVII XVIII, atacavam vilas e povoados ao longo do litoral, desde São Vicente, até Paranaguá. Acredita-se que, nessa época, Cananéia foi severamente danificada por tais invasões.
Píer da Marina de Cananéia
Baia dos Golfinhos, não é difícil ver golfinhos saltando próximo à escuna, mas fotografa-los é outra coisa.
Lual com Aniversário... o bolo: Melancias e Melões!
Uma das ruínas que são lembranças da ocupação humana a partir do período colonial, na Trilha da Cachoeira Grande; paredes, feitas com areia de sambaqui e óleo de baleia, de uma antiga serraria que funcionou até a década de 50.
Solange na Cachoeira Grande. Esta cachoeira é uma ótima recompensa depois de 800 metros de trilha em meio à Mata Atlântica e 30 minutos de barco pelo Canal do Ararapira.
Sambaquis ("samba" = concha; "qui" = monte), são montes de conchas que foram acumuladas por muitos anos, não pela natureza, mas por antigos habitantes do local; provavelmente grupo de nômades. Estima-se que o Homem Sambaqui ocupou esta região entre 4.000 anos A.C. até 1.000 anos de nossa era, um verdadeiro marco pré-histórico.
Praia da Laje - 948m de trilha na floresta, e para voltar 1162m de Costão Rochoso.
Trekking no Costão Rochoso.
Comunidade Marujá, um paraíso de belezas naturais onde existe uma comunidade de caiçaras a mais de 5 gerações. Vivendo atualmente do turismo. Possui uma pequena estrutura com mais de 12 pousadas no estilo simples, todas com camping. A vila é muito visitada no mês de julho, devido a "tradicional festa da tainha". Na alta temporada, sempre com limitações de visitantes, por motivos ecológicos (impacto ambiental).
A vila possui centro comunitário, posto de saúde, posto telefônico comunitário, bares e restaurantes e doceria
(caseiros). A vila está situada a 50m da praia do Marujá, e de frente para o braço de mar.
Despedida do Paraíso!
E agora? Apenas saudade, aguardando a próxima aventura...
...MAIO/2007...
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O melhor resumo para o que vivi nos últimos dias... morri, passei três dias no paraíso e, infelizmente, ressuscitei no domingo a noite.
Quatro e meia da madrugada, hora de acordar depois de uma noite sem dormir direito, mas valeria a pena, mesmo sem ter a real idéia do que me esperava. Saímos correndo para chegar à Barra - Funda até as 6:15h, e foi exatamente às 6:15h que avistamos a galera da Orkamping, que já estavam nos esperando. Fomos muito bem recebidos por todos, e não foi difícil nos enturmarmos, já que há um clima propicio para entrosamento com todos.

Depois de quase 5 horas de estrada, finalmente chegamos a Ilha de Cananéia. Lugar bonito, com muita história. Mas o melhor ainda estava a três horas de escuna dali... a Ilha do Cardoso. Na viagem de escuna, passamos pela bahia dos golfinhos, onde podemos ver alguns golfinhos pulando próximo ao barco. Finalmente, o Paraíso... A Ilha do Cardoso fica no litoral, no extremo sul de SP, perto da divisa com o Paraná. Pra quem conhece a Ilha do Mel... fica próximo. O lugar fica a aproximadamente 300 km da cidade de São Paulo e apesar de ter 22 mil hectares de Mata Atlântica, tem apenas 400 habitantes. As pousadas da região, que são por volta de 14 , são antigas casas dos moradores adaptadas para receber os turistas. A luz elétrica é um luxo que não chegou região, mas algumas casas possuem gerador de luz, água encanada e chuveiros com aquecimento a gás. Ou seja, a infra-estrutura é fraquinha, mas nem de longe é motivo para se deixar de se visitar o lugar, pelo contrário, torna o passeio até mais emocionante. Na ilha há apenas um telefone comunitário, e não há sinal de celular de nenhuma operadora.
O pessoal da ilha não tolera crowd, ou seja, rola limite pra cabeçada. Depois que todas as 14 pousadas lotam e totalizam 270 barracas, os "atrazildos" vão ter que voltar pra casa com seus cacarecos, então quem deseja visitar a ilha é bom reservar antes para não passar raiva. Isso só vale nos feriados, pois fora de época o lugar é bem vazio. Dizem que a melhor época para visitar a ilha é entre julho e agosto. O pessoal da ilha também pede para dar um recado muito importante ao interessados: NUNCA leve o seu bichinho de estimação para um Parque. Além de ser proibido, eles transmitem doenças para as pessoas e para os animais silvestres.
Chegamos, tomamos um banho, descansamos um pouco e fomos ao encontro da galera, para um lual, com frutas, peixe e cataia – a maior novidade da viagem, uma bebida com pinga e folhas de cataia, uma planta típica da ilha, utilizada inclusive para fins medicinais. Após o lual, mergulho na praia sob a luz da lua e de um céu estrelado que nem em Brotas vi igual.
Sábado de manhã, depois do café, meia hora de lancha até a trilha da Cachoeira Grande, onde conhecemos um pouco da história dos antigos habitantes da ilha, ruínas de casas antigas feitas com sambaqui e óleo de baleia e árvores de palmito-jussara. Esta região foi transformada em parque em 1962 e de lá pra cá foram proibidas novas construções. Por isso a região possui muitas ruínas que já foram serrarias, olarias e fazendas. No final da trilha, um banho em uma cachoeira deliciosa, com água geladinha, mas muito gostosa!
Voltamos, pegamos a lancha novamente e fizemos mais um passeio, e passando pelos manguezais vimos apenas alguns caranguejos e aves, embora na ilha seja possível encontrar macacos, papagaios, veados, jacarés, lontras, além dos golfinhos e tubarões brancos. Próxima parada: Sambaqui (do tupi tamba'kï; literalmente "monte de conchas"), depósitos humanos de materiais orgânicos, calcários, empilhados ao longo do tempo e sofrendo a ação da intempérie, que acaba por promover uma fossilização química, pois a chuva deforma as estruturas dos moluscos e dos ossos enterrados, difundindo o cálcio em toda a estrutura e petrificando os detritos e ossadas porventura ali existentes.
A partir dali, uma hora de trekking através de uma floresta da mata atlântica, até chegarmos na Praia da Laje, uma praia deserta, intocada pela especulação imobiliária ou pelo turismo de massa. Rolou então um piquiniqui e banho de mar para recarregar as baterias, afinal, o trekking ainda não tinha acabado. Era chegada a hora de enfrentar o Costão Rochosso, que nos daria acesso a praia do marujá, onde estava nossa pousada. Do costão, é possível ter acesso a vistas raras da praia e do oceano, além de toda a natureza ao redor. Nem mesmo as fotos são capazes de reproduzir a beleza que vemos quando enfrentamos (para alguns foi uma verdadeira luta) o costão.

Voltamos para pousada, tomamos banho e fomos jantar. Mais cataia (oh coisa boa) e peixe. Pra quem curte (não é o nosso caso) rolou tb um molho de camarão. Bom, a Solange, que estava conosco, não gostou da cataia, pudera, o negócio é forte pra caramba, e estava apenas no guaraná, já que nós também não curtimos muito cerveja. Em determinado momento, sem que ela percebesse, nossos camaradas da Orkamping Eric e Flávio trocaram o copo dela de guaraná por um de cataia, que tem a mesma cor... imaginem a reação dela ao beber com gosto daquele copo, pensando ser seu refrigerante
...
De lá seguimos para um barzinho onde estava rolando um reggae legalzinho. Tomamos uma jurupinga e fomos para a praia “nadar pelados” (explico isso outro dia, senão passo o limite de caracteres de novo). Desta vez não havia lua, e pudemos contemplar um outro espetáculo: Plânctons, algas brilhantes pertencentes ao gênero Dinoflagellata, chamadas cientificamente de Noctilluca scintilans (são cintilantes à noite). Esses plânctons só aparecem em águas limpas, por isso há o tratamento biológico do esgoto e o limite de turistas, senão são muitos turistas e o Canal do Ararapira pode ficar como o Rio Tietê – D’us que nos livre disso!!!
Depois de mergulhos em meio aos plânctons, fomos conhecer o autêntico fandango no centro comunitário. O fandango é um gênero musical e coreográfico fortemente associado ao modo de vida da população caiçara. De lá, fomos a um forró, e depois voltamos para a pousada, para descansar.

No domingo, praia de manhã, almoço com mais cataia e peixe, retorno a Cananéia de escuna, observando vários golfinhos ao longo do caminho, e a pior parte da viagem, a volta pra casa. É muita saudade, mas como dizem, quem conhece a Ilha do Cardoso sempre volta!
Pessoal, devido ao limite de caracteres por post, estou colocando mais fotos em um post separado.
É sempre uma luta para publicar um post neste blog, pois eu sempre ultrapasso o limite de caracteres permitido por publicação. Mas desta vez vou bater um recorde... o menor post deste blog.... um resumo da minha viagem para a Ilha do Cardoso neste feriado de páscoa!
Orkamping Galera Viagem Cananéia Escuna Golfinhos Paraíso Ilha do Cardoso Cataia Lual Praia Lua Céu Estrelas Lancha Trilha Trekking Cachoeira Manguezal Sambaqui Siri Caranguejo Mata Atlântica Praia da Laje Costão Rochoso Cataia Guaraná Reggae Jurupinga Plâncton Fandango Forró Massagem Praia Cataia Escuna Golfinho Cataia Coca-cola Cataia Cananéia Sono Saudade!